Rezar pela “conversão do Papa”?

As Escravas de Maria prestam um grande serviço a Cristo Rei pela divulgação de livros e artigos religiosos totalmente católicos. O site mantido pelas irmãs é um verdadeiro oásis católico na internet. Elas contribuem e agradam ainda mais a Nosso Senhor pelo estado de vida que adotam: a vida contemplativa – coisa tão boa em si mesma – é ainda mais digna de louvor em nossa época, na qual o ataque aos conselhos evangélicos (pobreza, obediência e castidade) é intenso e sem descanso da parte dos nossos inimigos. Creio que não é possível agradecer-lhes o suficiente por essa bela iniciativa. Rezemos nós outros pela perseverança das irmãs e por mais e mais vocações, certamente precisamos de jovens que sigam essa belíssima vocação, devotando suas vidas a Jesus por Maria.

Não desejo que o que escrevo abaixo desencoraje as pessoas de ajudarem as irmãs, antes desejo que o leitor considere a possibilidade de comprar os artigos religiosos e as excelentes obras publicadas por elas. Quem assim o fizer não ajuda somente as Escravas de Maria, mas a si mesmo.

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Rezar pela “conversão do Papa”?

Entendo bem o que as irmãs querem dizer, elas desejam um Papa católico. Eu também o desejo e rezarei com elas por essa intenção a partir de hoje. Todavia, pedir um Papa católico é diferente de pedir pela conversão do Papa. Pedir pela conversão do Papa é absurdo por uma série de razões.

A primeira e mais evidente é que uma pessoa que não professa a fé da Igreja não pode ser a cabeça visível da Igreja; a heresia e a apostasia tornam qualquer eleição inválida – se ele não possui a fé católica, ele não pode ser Papa; o mesmo efeito se verificaria caso uma mulher ou um pagão fosse eleito ao papado. Sobre essa questão, leia O Argumento do Papa Mau e os Silogismos Sedevacantistas.

A segunda razão é que, se ele fosse Papa, então ele não poderia fazer nada que fosse nocivo à fé e aos costumes – esqueça a questão da infalibilidade – o que se trata aqui é a simples assistência do Espírito Santo prometida por Cristo, a qual previne o Papa de fazer qualquer coisa que cause dano aos fiéis; por exemplo, um Papa verdadeiro jamais poderia promulgar uma Missa de Paulo VI ou um catecismo de João Paulo II. É por isso que a Igreja sempre ensinou que o Papa é a regra próxima da fé e a garantia da unidade e ortodoxia na Igreja. Sobre essa questão, leia As portas do inferno prevaleceram contra ela? e A Infalibilidade da Igreja na Disciplina Universal.

Por último, se ainda assim o homem é considerado Papa, então a doutrina católica exige que prestemos total obediência ao Romano Pontífice. Resumindo, se Francisco for o Papa, ninguém pode se salvar sem se submeter a ele, sem acatar as suas ordens com docilidade e de todo coração. Se ele não for o Papa, reconhecê-lo como tal é permitir que um impostor continue a impedir que um verdadeiro Papa ocupe a Sé de Pedro. Sobre essa questão, leia O Sedevacantismo.

Isso não significa que não devemos rezar pela conversão de Francisco-Bergoglio, mas apenas significa que devemos fazer mais do que isso. Não existe mais qualquer motivo para continuar chamando Francisco de Papa, quando é evidente que isso é uma impossibilidade e que, aliás, é justamente este o seu álibi: enquanto as pessoas acreditam que ele é o Papa, ele pode seguir tranquilamente a sua agenda de destruição do que resta de Catolicismo na seita Novus Ordo – a propósito, uma delas é justamente a destruição do conceito católico de Papa e das prerrogativas de Santa Sé.

Mas para além de motivos pragmáticos – e eis aqui uma questão crucial – afirmá-lo é negar a doutrina católica sobre o papado, o mesmo que dizer que a doutrina sobre o papado mudou depois do Vaticano II, ou seja, trata-se de modernismo. Católicos não podem protestantizar a sua fé no Papa, fazer de conta que submissão ao Sumo Pontífice é julgá-lo “conforme a Tradição”, quando não somos nós, mas o Papa que é, constituído como o guardião e mestre dos cristãos, aquele que confirma os irmãos na fé e mostra o que é tradicional e o que não é.

No mais, não criemos pânico. A era da dúvida e do medo já passou. Estamos na Era Bergoglio, onde o escândalo já faz parte do nosso cotidiano: Francisco é o Vaticano II encarnado. Não que os outros tenham sido muito melhores que ele, mas eis que o discípulo superou os mestres.

Quem não sabe que ele não é católico? Todos os católicos sabem muito bem disso. Ele não é e, se um dia foi, deixou de sê-lo ao abraçar os erros do Vaticano II publicamente. Os católicos não o reconhecem mais como tal – mesmo os conservadores Novus Ordo já falam de “sedevacantismo prático”.

Francisco é um rebelde, não nós. Ele não tem a fé, nós a temos. A Igreja segue visível e católica, ela segue professando a fé de sempre, mas precisamos urgentemente de um Papa de verdade que ponha ordem na casa, pois o Papa é o fiador da ortodoxia, a regra próxima da fé, o pai e mestre de todos os cristãos. Precisamos de um Papa, um Papa verdadeiro!

Este homem que está aí é tão católico quanto Lutero, talvez menos. As pessoas precisam parar de mandar dinheiro para ele e começar a ajudar os padres e grupos da Tradição, assim poderemos um dia recuperar o que é nosso.

Que doravante nossas esforços sejam orientados nessa direção, e viva Cristo Rei!

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