O grave dever de submissão dos fiéis aos seus superiores segundo o Papa Bento XV

Na encíclica Ad Beatissimi o Papa Bento XV fala sobre o motivo e a necessidade dos fiéis se submeterem à autoridade da Igreja Docente, constituída sobretudo pelo Papa, Bispos e seus auxiliares, os párocos.

Em tempos em que cada José se acha no pleno direito de “contestar”, “corrigir” ou “resistir” aos seus superiores e todo mundo julga normal que um assim-chamado Papa Francisco cometa um crime de heresia por semana, contanto que este não ouse ameaçar a “liberdade de expressão” de cada um no balaio-de-gato conciliar, parece que o simples ato de baixar a guarda e por-se a ouvir as palavras de um verdadeiro Pontífice constitui um passo decisivo rumo ao bom senso.

Ouçamos, pois, as palavras deste ilustre Sumo Pontífice, e que suas sábias palavras ordenem nossas ações:

O bom êxito de toda sociedade humana, seja qual for o o motivo de sua formação, depende da harmonia e concórdia entre seus membros, tendo em vista o interesse comum. Devemos, pois, devotar especial atenção ao apaziguamento das discórdias e dos conflitos de qualquer sorte entre católicos e evitar o surgimento de novas contendas a fim de que possa haver entre os católicos unidade no pensar e no agir. Bem sabem os inimigos de Deus e da Igreja que qualquer querela interna entre os católicos lhes dá uma vitória: donde usarem com frequência do expediente de, quando encontram os católicos fortemente unidos, plantar astutamente entre eles as sementes da discórdia, a fim de quebrar essa unidade. Oxalá não tivesse o resultado de tal sistema com ferquência confirmado suas esperanças, para o grande detrimento dos interesses da religião!

Assim, pois, quando quer que a autoridade legitima tenha dado uma ordem, a ninguém seja legítimo transgredí-la, pela razão de não lhe agradar; mas que cada um submeta sua própria opinião à autoridade daqule que é seu superior, e obedeça-lhe por dever de consciência. Novamente, que nenhum indivíduo privado, quer por livros ou pela imprensa, ou ainda em discursos públicos, tome sobre si a posição de mestre da Igreja. Todos sabem a quem a autoridade de ensino foi confiada por Deus: a este, pois, deixe-se livre o campo a fim de que fale quando e como crer oportuno. O dever dos demais é prestar-lhe atenção com reverência quando este fala e seguir o que ele diz.

Quanto às matérias em que sem dano à fé a à disciplina, na ausência de qualquer intervenção autoritativa da Sé Apostólica, há espaço para opiniões divergentes, é claro que há o direito de se exprimir e defender sua própria opinião. Mas em tais discussões não devem ser usadas expressões que possam constituir grave falta de caridade; que cada um livremente defenda sua opinião, mas que isso seja feito com a devida moderação, de tal modo que ninguém se ache no direito de fixar naqueles que discordam de suas ideias o estigma da deslaldade à fé e à disciplina.

BENTO XV, Ad Beatissimi, 1 nov. 1914.

 

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